A formação do paradigma americanista: As relações exteriores do Brasil no pensamento político da Primeira República

Magno Klein

Resumen


O golpe republicano e a realidade do novo regime político fizeram com que as relações com as demais nações do continente, em especial os Estados Unidos, passassem a ser prioridade na preocupação dos intelectuais e políticos brasileiros. Além disso, com a expansão da economia agroexportadora durante a Primeira República (1889-1930), o eixo Rio de Janeiro-Washington foi em grande parte uma adequação ao sólido relacionamento comercial entre os dois países. Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco e Oliveira Lima são intelectuais e políticos de destaque deste momento de inflexão e disputas entre, não só propostas diferentes de inserção internacional, mas projetos de país. Qual tipo de civilização seria o paradigma para o desenvolvimento do Estado brasileiro? Os três dialogam por meio do conceito do pan-americanismo, que caracterizava a política externa dos primeiros anos do século XX. Tal conceito, porém, carregava uma grande variedade de significados, e cada um dos três operou no sentido de conduzir a PEB na direção que considerava mais coerente. O estudo do pensamento em política externa dos intelectuais desta fase da Primeira República ajuda a desconstruir a imagem do Barão do Rio Branco como o grande e único formulador de política externa de seu tempo, líder com grande magnetismo, consenso de sua época e que pairava sobre os debates políticos domésticos.


Palabras clave


Integração regional na América Latina; História da Política Externa Brasileira; Primeira República; Pan-Americanismo; Barão do Rio Branco; Joaquim Nabuco; Oliveira Lima

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